O SILENCIO, DOS 2 GRANDES PARTIDOS POLITICOS, EM PORTUGAL, ESTA NESTES CASOS, INVESTIGADOS PELA POLICIA JUDICIARIA, DESDE 2018 ATE 2026
A OPERAÇÃO ZARCO
A "Operação Zarco" é o nome informal que a imprensa deu à investigação e megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) lançada a 24 de janeiro de 2024 na Região Autónoma da Madeira, que visou figuras de topo do PSD/Madeira e grandes empresários da região.
Diferente do foco na ala socialista da questão anterior, este caso abalou a governação e o panorama político madeirense:
🔍 O Objeto da Investigação
A operação investiga suspeitas de criminalidade económico-financeira, incluindo crimes como:
Corrupção ativa e passiva
Prevaricação e abuso de poderes
Tráfico de influências
Participação económica em negócio e fraude fiscal
O foco principal do Ministério Público e do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) assenta no alegado favorecimento de grandes grupos económicos locais em contratos de adjudicação pública, obras e parcerias com o Governo Regional e autarquias da Madeira. [1, 2]
⚖️ Principais Envolvidos e Detenções
Miguel Albuquerque (PSD): O Presidente do Governo Regional da Madeira foi constituído arguido. Devido à sua imunidade inerente ao cargo na altura, não foi detido, mas a pressão política levou à sua demissão e à queda do Executivo regional. [1, 2]
Pedro Calado (PSD): O então presidente da Câmara Municipal do Funchal foi detido pela PJ na fase inicial da operação, tendo posteriormente renunciado ao seu mandato autárquico. [1]
Avelino Farinha e Custódio Correia: Líderes de dois dos maiores grupos de construção civil e imobiliário a operar na região (Grupo AFA e Socicorreia), que também foram detidos para interrogatório na fase inicial das buscas. [1]
📉 Desenvolvimentos Judiciais Recentes
Inicialmente, um juiz de instrução criminal em Lisboa determinou a libertação dos arguidos detidos sob medidas de coação mínimas (termo de identidade e residência), considerando que os indícios não estavam suficientemente sustentados.
Contudo, em maio de 2026, o Tribunal da Relação de Lisboa reverteu parcialmente a leitura inicial, confirmando em acórdão a existência de "fortes indícios" de corrupção e fraude fiscal no processo. O caso mantém-se sob investigação direta com equipas dedicadas em exclusividade pela PJ. [1, 2]
Disse: INVESTIGAÇÕES DA PJ AOS SOCIALISTAS NOS ULTIMOS 8 ANOS
INVESTIGAÇÕES DA PJ AOS SOCIALISTAS NOS ULTIMOS 8 ANOS
11:32
Nos últimos 8 anos, a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público conduziram várias investigações de grande impacto que visaram governantes, autarcas e estruturas do Partido Socialista (PS), resultando em demissões políticas e processos judiciais complexos.
As principais operações da PJ dirigidas a figuras ou instituições ligadas ao PS dividem-se em grandes eixos:
💼 Nível Governamental e Grandes Projetos
Operação Influencer (2023): Investigou suspeitas de corrupção, prevaricação e tráfico de influências nos negócios do lítio, hidrogénio verde e no data center de Sines. Levou à detenção do chefe de gabinete do então Primeiro-Ministro António Costa e causou a demissão do próprio chefe do Executivo, embora as acusações mais graves tenham vindo a ser mitigadas pelos tribunais superiores.
🏢 Sedes Partidárias e Campanhas
Operação Imergente (maio de 2026): Uma megaoperação que envolveu buscas na sede nacional do PS no Largo do Rato, em juntas de freguesia de Lisboa (como Santa Maria Maior) e em várias autarquias. A PJ investiga mais de 30 ajustes diretos e suspeitas de favorecimento em contratos públicos no valor de cerca de 2 milhões de euros. O caso envolve o financiamento de campanhas eleitorais e levou à detenção de um assessor político de relevo. [1, 2, 3, 4]
🗺️ Poder Local e Autarquias
O poder local socialista foi um dos focos centrais da PJ, com uma percentagem significativa de autarcas constituídos arguidos:
Operação Tutti Frutti (2018–2023): Focada num alegado pacto de regime e na partilha de favores, avenças e empregos públicos entre dirigentes do PS e do PSD em juntas de freguesia e câmaras municipais da área metropolitana de Lisboa.
Operação Teia (2019): Investigou corrupção, tráfico de influências e participação económica em negócio, envolvendo diretamente os então presidentes socialistas das câmaras municipais de Santo Tirso e Barcelos. [1]
Operação Babel e Operação Vortex (2023): Embora com ramificações partidárias diversas, incidiram sobre o licenciamento urbanístico em autarquias do Norte do país e resultaram na detenção do vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia (PS) e do autarca de Espinho.
De forma global, relatórios e dados da Justiça indicam que, desde 2017, mais de 190 decisores políticos e detentores de cargos públicos foram constituídos arguidos ou acusados em Portugal, com uma forte incidência no poder autárquico devido à proximidade na contratação pública. [1]
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro enfrenta o escrutínio do Ministério Público (MP) e da Polícia Judiciária (PJ) focado essencialmente no seu património imobiliário e em negócios privados anteriores à chefia do Governo.
Os eixos centrais das investigações dividem-se em duas frentes:
🏠 Moradia em Espinho (Fraude Fiscal)
O caso: A moradia familiar de cinco andares do Primeiro-Ministro, construída em Espinho, motivou averiguações judiciais.
Primeiro inquérito (Arquivado): Em dezembro de 2024, o MP arquivou o processo que investigava alegados benefícios urbanísticos cedidos pela autarquia local, por falta de indícios de crime.
Segundo inquérito (Ativo): Em fevereiro de 2026, o DIAP Regional do Porto abriu um novo inquérito criminal autónomo. O foco atual recai sobre suspeitas de fraude fiscal, visando apurar eventuais discrepâncias entre o custo real de construção da casa
e os valores declarados nas faturas emitidas por empreiteiros.
💼 Empresa Spinumviva (Fisco)
O caso: Trata-se de uma empresa familiar detida por Luís Montenegro antes de assumir o Executivo.
Investigação: Investigadores económicos da PJ e a Autoridade Tributária analisaram contratos e a faturação da empresa por suspeitas de fraude fiscal e ocultação de proveitos financeiros.
Ponto de situação: Uma vertente da averiguação preventiva foi arquivada no final de 2025, mas ramificações da rede de clientes da imobiliária mantiveram fluxos documentais sob consulta e validação do fisco.
O Primeiro-Ministro reitera publicamente que sempre cumpriu com as obrigações fiscais e defende a total autonomia do segredo de justiça nestes processos.
Gostaria de obter mais detalhes sobre o andamento processual de algum destes casos ou prefere analisar o impacto político das comissões de inquérito associadas?
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AO ESTILO, AL CAPONE. OS 2 GRANDES PARTIDOS POLITICOS PORTUGUESES, ESTÃO OU FORAM "AGARRADOS" POR ISSO NÃO REAGEM.
ESTÃO REFENS, DAI O GRANDE SILENCIO.
PROCURADORIA EUROPEIA INVESTIGA LUIS NEVES
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INVESTIGAÇÕES LUIS NEVES
As investigações e polémicas em torno de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), centram-se na gestão e uso de bens apreendidos durante o seu mandato na liderança daquela força policial.
O caso gerou um inquérito por parte do Ministério Público, auditorias internas e forte pressão política da oposição.
Principais Alvos de Investigação
Uso de bens apreendidos: O cerne das investigações jornalísticas e auditorias prende-se com a cedência e utilização de sofás, televisões, equipamentos de ginásio e até carros desportivos de luxo apreendidos em operações da PJ.
Caso do atrelado e bidões: É investigada a decisão de deixar um atrelado e bidões à guarda de um amigo em Barcelos. Luís Neves justificou a medida com base num alegado custo de 150 mil euros para destruir o material. Contudo, trocas de emails internos da PJ divulgadas pela comunicação social sugerem que os custos reais seriam substancialmente inferiores.
Inquérito do Ministério Público: O Ministério Público abriu um inquérito criminal e afastou a Polícia Judiciária das investigações para garantir a independência do processo, colocando o governante sob suspeita formal.
A Posição de Luís Neves
Em declarações públicas recentes, o ministro adotou uma postura defensiva e atacou os críticos:
Cumprimento da lei: Reitera que se limitou a aplicar a lei ao colocar os meios apreendidos à disposição do combate ao crime.
Acusações de "inveja": Atribuiu as investigações jornalísticas e as polémicas a sentimentos de "inveja" profissional.
Admissão de erros: Admitiu publicamente ter cometido "um ou outro erro" de gestão, mas recusa categoricamente demitir-se do cargo, afirmando que nada o vai afastar das suas funções no governo.
Reações Políticas e Sociais
Assista à análise jornalística sobre a reação pública e política do ministro perante o avanço do processo:
A jornalista da CNN Portugal Sandra Felgueiras considera que ...
há 13 horas
Facebook · CNN Portugal
Exigência de demissão: Partidos da oposição, com particular destaque para o Chega, exigem a demissão imediata do governante.
Apelos à celeridade: O Presidente da República e figuras políticas como António José Seguro apelaram à rapidez nas averiguações para salvaguardar a legitimidade e a confiança nas instituições de soberania e na polícia.
Críticas dos media: Jornalistas de investigação, incluindo Sandra Felgueiras na CNN Portugal, apontam que o ministro demonstra estar alheado da gravidade dos factos documentados.
Modo
IA
LEI PORTUGUESA DOS BENS APREENDIDOS
O regime jurídico dos bens apreendidos em Portugal assenta em três pilares legais principais: o Código de Processo Penal (Artigo 178.º a 186.º), o Decreto-Lei n.º 11/2007 (focado na avaliação e utilização) e a Lei n.º 45/2011 (que regula a administração através do Gabinete de Administração de Bens).
Procuradoria-Geral
Distrital de Lisboa +2
Este enquadramento define o que acontece aos instrumentos, produtos ou vantagens de crimes desde o momento em que são retidos pelas autoridades.
Principais Pilares do Regime Legal
Apreensão Inicial: Realizada quando há indícios de crime ou risco de destruição do bem.
Utilização Operacional: Permite ao Estado usar os bens (como carros ou tecnologia) antes da condenação final.
Alienação Antecipada: Venda rápida de bens perecíveis ou que sofram rápida desvalorização económica.
Indemnização: Devolução do valor de mercado caso o proprietário venha a ser absolvido.
Detalhe do Decreto-Lei n.º 11/2007 (Avaliação e Uso)
O Decreto-Lei n.º 11/2007, de 19 de Janeiro é o diploma central para a gestão corrente dos bens apreendidos pelos Órgãos de Polícia Criminal (OPC):
Procuradoria-Geral
Distrital de Lisboa
Utilização para Fins Públicos: O Artigo 2.º estipula que veículos, equipamentos informáticos ou outros bens com "utilidade operacional" podem ser temporariamente atribuídos a serviços públicos ou polícias enquanto corre o processo.
Processo de Venda: Se a manutenção for demasiado dispendiosa ou o bem se deteriorar, o tribunal pode ordenar a sua alienação imediata em hasta pública.
O Papel da Lei n.º 45/2011 (Gabinete de Administração de Bens)
A Lei n.º 45/2011, de 24 de Junho criou uma estrutura específica no Ministério da Justiça:
Gabinete de Administração de Bens (GAB): Integrado no IGFEJ, gere financeiramente as contas bancárias e imóveis apreendidos.
Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA): Tutelado pela Polícia Judiciária, foca-se na investigação e localização de património ilegal.
Requisitos e Destino dos Bens
Fase do Processo |
Destino do Bem |
Enquadramento Legal |
|---|---|---|
Durante o Inquérito |
Fica à guarda do tribunal ou em utilização operacional pela polícia. |
CPP / Art.º 2.º DL 11/2007 |
Em risco de perda de valor |
É promovida a venda antecipada pelo Ministério Público. |
Art.º 185.º do CPP |
Condenação Final |
O bem é declarado perdido a favor do Estado de forma definitiva. |
Art.º 109.º do Código Penal |
Absorção/Arquivamento |
Ocorre a restituição imediata ao legítimo proprietário. |
Art.º 186.º do CPP |
Se pretender analisar um caso prático, diga-me: procura saber as regras para bens perecíveis, o processo de restituição de um veículo ou as normas de utilização pelas forças policiais?





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